7.10.2010

Diamante

Sou pessoa generosa e estou por aqui para jogar diamantes para os amigos. Ontem, rolou um troca-troca com um amigo meu aí. Temos o costume de enviar um para o outro, coisas novas que vão aparecendo na nossa vida. O score, parei de contar faz tempo. Até porque, odeio perder! No troca-troca de ontem, eu enviei algo que recebeu troféu NHÉ - perdi novamente - e recebi da minha contraparte Marina & The Diamonds. Show de bola com OH NO!. Para ouvir no seu iPod querido leitor amigo, chique aqui. Boraê chacoalhar ....

Dezenove

19 é o álbum de estréia desta menina Inglesa Adele. Foi lançado em 28 de janeiro de 2008, porém só tive contato com a voz dela este ano por meio de uma amiga aí très chic, très hip, très sexy! Cris Guerra. Como sou boa pessoa, vou dividir com vocês. Aproveitem!


Clique aqui querido leitor amigo para ouvir Right As Rain.

7.08.2010

Palavras roubadas de amiga

"Deveríamos ter à mão, nos bolsos ou na bolsa, muitos tabletes de “sins”. Não só para sair distribuindo por aí, como balas para crianças, mas para chupar como pastilha, remedinho homeopático doce e inofensivo." Palavras roubadas daqui.

Coisas de cor soul

7.05.2010

Para tudo que eu quero subir...


Dia azul, rosa dentro e Ratatat! tocando sem parar. Gostou do que viu e quer ouvir em casa? Quer girar comigo? Então querido leitor amigo, clique aqui e rode comigo em pensamento e alegria. Até porque, Physics makes us all its bitches ...

7.04.2010

When I do count the clock that tells the time

Cortar aos poucos, desligar aos poucos, deixar pedaços e seguir em frente. Os dias passam mais rápidos que de costume. Abraços rápidos, companhias não vividas, vontades estranhas. Entranhas e um segredo em forma de soneto. Vinte sete dias correndo, vinte sete dias fugindo, vinte sete dias seguindo. Vivo a vida na forma nominal do verbo, gerúndio ou gerundismo? O ser sendo meu, marca a ação durativa das coisas, suas intensidades e minhas vontades. Expressa minha vida em curso, minhas ações simultâneas a outras, exprimi a idéia de progressão indefinida do meu sentir. Ir. Indo. Desfazendo nós...


Em horinhas como esta o meu coração pula um compasso. Para ler ouvindo Heart Skipped A Beat clique aqui querido leitor amigo e não pode esquecer que o presentinho estará disponível até o dia 11 de julho.

7.02.2010

Wishlisting! #1

A ancestral luta entre o bem e o mal, entre o mediano e o acadêmico. No final, desejos satisfeitos ou não. Hoje, o mediano quer uma bota nada de mediana, quer uma Dr Martens Wasp Weston. Hoje, sou o pior pesadêlo de Zygmunt Bauman e vou contra tudo que escrevo. Shhh... ei, você ai querido leitor amigo! Quer me dar um presente? My size is 11...

6.30.2010

Quem divulga amigo é ... No.8

Essa é a Cris - amiga, mulher, mãe e tendência - idealizadora do blog Hoje Eu Vou Assim. Como quem é amigo tem por obrigação divulgar os amados e as coisas boas realizadas por eles, roubei o episódio um. Então, queridos leitores amigos, segue um pouquinho da história do blog e se quiserem ler mais e se emocionar podem encontrar aqui coisas Para Francisco e acolá muito Amor e Ponto.

6.28.2010

Na cama com D.H. Lawrence


"Yet one thing I do fight for, tooth and nail, all the time.
And that is my bit of inward peace, where I am at one with myself.
And I must say, I am often worsted."

Trecho final do poema What would you fight for? de D.H. Lawrence

The sparrow and the crow

Hoje conheci o William Fitzsimmons. Quem me apresentou foi a Cris Guerra - amiga querida, mãe, mulher e tendência. No nosso dia-a-dia trocamos, emails, músicas e saudades sempre. Desta vez ganhei presente e ele veio com o seguinte texto e bom humor de sempre: "É o William Fitzsimmons, um cara que eu gosto pela delicadeza. As coisas dele são tão tristinhas que, se um dia eu o encontrar, vou perguntar: "E então, melhorou?" 

6.27.2010

Descuidado

Será que a felicidade realmente acontece apenas quando temos o controle da situação e competência para satisfazer nossas vontades? Felicidade, então, é meramente uma questão de desejo? Desejar o possível? Na minha praia academia, os utilitaristas colocam o valor ou o objetivo da felicidade para a sociedade como o esforço para que ela garanta “a maior felicidade para o maior número”. Entretanto, a criação de tal felicidade continua a ser uma eternal questão filosófica e cercada de blablablas. Diferentes filósofos propuseram as respostas mais variadas para essa pergunta. Então felicidade é única e só minha, não divido o seu sentir nem seu entendimento? Porém, a única coisa que a maioria das respostas filosóficas - pelos menos aquelas que passaram por mim em letras, conversas e ressacas - parecem ter em comum é o fato de que todas elas são tão vagas ou ambíguas que vocês nós não podemos testá-las na prática. Na medida em que algumas dessas visões utópicas da sociedade ideal ou modo de vida, geralmente, acabam por ser desastrosamente erradas. A minha vida não pode ser generalizada, seria o caos. Seria viver a vida "Being John Malkovich". Então, com um sorriso na cara, neste exato momento fujo de Kaufman e vou para os irmãos Wachowski. Lembro do Agente Smith, em o primeiro Matrix, ao explicar para Neo os insucessos em recriar o mundo virtual ideal ou feliz para os “humanos-baterias” e a instabilidade que disto acontecia. Não podemos ser felizes como um todo. Somos insatisfeitos ou infelizes por natureza? Felicidade então é comparativa e eletiva. Escolho ser feliz em detrimento da sua? Afinidades eletivas. Somos pares ligados por atrações inevitáveis? O interesse nasce do jogo de polaridades, encantamentos e repulsas que se estabelece entre os felizes e infelizes? Oh, Goethe! O meu é maior que o seu? Por que o seu é maior que o meu? De qualquer forma, utilitarista ou não, real ou não, pouco ou muito. Eu sou feliz. Eu estou feliz hoje. Acordei feliz. Aos poucos, descubro que sou feliz e não preciso magoar alguém para isto ocorrer, não preciso ser melhor que o outro, não preciso do outro. Só preciso ser honesto comigo. Defender os meus limites, dizer não ou não dizer nada. Viver, seguir minha rotina e ter certeza que a felicidade não mora ao lado, mora dentro. Acima de tudo, eu sei que posso te fazer feliz porque sou descuidado. A minha certeza é a do Rosa e a "Felicidade se acha é em horinhas de descuido". Vem ser descuidado comigo, vem?

6.25.2010

Trinta e sete


Tenho trinta e oito anos, faço em breve trinta e nove, e tenho trinta e sete dias para dizer "até logo" para o Brasil. Já comi três pastéis de feira, sete brigadeiros, e muitos cafés. Vou dizendo adeus aos poucos, vou aproveitando os pequenos prazeres. Na tevê, copa do mundo, coração na mão e olhos no campo. Na cabeça, ressaca, botecos, cervejas, amigos e a vinda de amor novo, Estela. No dia, fechar trabalhos, fechar agendas, fechar todas as coisas abertas e dar todos os pingos nos is, marcar as faltas e dar as notas. No futuro, abrir os olhos, abrir as portas, abrir as vontades e sair. Na mala, roupa lavada, passagem comprada, casa arrumada, saudades dobradas. Faltam trinta e sete dias para eu rumar para Estocolmo, trinta e sete dias para voltar para aquilo que chamo casa... trinta e sete dias para voar.

6.24.2010

O presente ...


A melhor montagem, o melhor cenário, o melhor presente. Salomé de Richard Strauss, na versão de McVicar e cenário de Es Devlin é primorosa, densa e escandaliza. Fazia tempo que o grande show não me tocava assim. Obrigado pelo presente Guto Lanfranchi.

6.15.2010

Quem divulga amigo é ... No.7


Sit-You-Ate. Passando por Bangkok? Não perca a oportunidade de ver a segunda exposição do meu querido amigo Nir Segal no país. Agora para quem não está por lá, sem previsão de ir tão cedo, clique aqui para receber um presente de consolação e escute em seu iPod a dupla nova iorquina Ratatat com Mirando. Um lembrete querido leitor amigo, o presentinho tem validade. Ele fica liberado por 7 dias corridos ou 100 downloads. Enjoy it!

6.10.2010

Palavras roubadas em dobro

"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro ficasse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos,dominicais, cristais e contas por sedex. Talvez ficassem curados ao mesmo tempo. Ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais com os olhos daqui, pelo menos,talvez enlouquecessem de amor e mudassem para a cidade do outro,ou viajassem juntos para Paris.Talvez tudo. Talvez nada.".

Palavras roubadas de Cris Guerra que, por sua vez, roubou de Caio Fernando Abreu. Mais do que palavras, são verdades roubadas.

Now's The Only Time I Know


Contando meus segredos e vivendo a minha vida dividida entre o agora e o querer futuro.

6.02.2010

Clark é quente

Ao levantar, em um canto pequeno do meu ego, algo gritou “Picasso”. Seguindo suas palavras coloquei as mãos dentro da cabeça e tentei – com muito esforço – arrancar meu cérebro e todo qualquer pensamento racional que me afasta dos medianos. Queria clarear qualquer resto de massa cinzenta e ir viver entre eles. Pensar o sentir é um peso que não quero mais. Queria arrancar os miolos e viver apenas com os olhos. Ser moldura neste espaço pictórico que é a vida, me confundir com cores, invadir o outro. Ser moldura e tela, ser obra por completo. Sua obra, meu mundo. Hoje, sou a linha orgânica de Lygia Clark, não sou a pintura fechada nela mesma, sou aquilo que se expande separando o espaço, se reunindo nele e se sustentando como um todo. Hoje levantei sozinho e ainda pairam sobre o cérebro-intacto – aquele não arrancado – palavras vazias. Porém, diferente do ontem, estou expandido e sou mais. Eu sou quente. Na tevê, SARABAND. Nostalgia. Na minha cabeça, o nada. Sou nada e, ao mesmo tempo, muito. Sou para poucos.

5.23.2010

Azul e o Rosa


Eu tenho a mesma dúvida de Rosa: " ... para onde nos atrai o azul?"

Palavra de nada


Cada passo que dava era um passo para a desventura. Para atrás ficava a esperança de palavras e vontades. Nunca o vir, sempre o fugir. Cada passo que dava era um passo para o nada. Não existe dor maior que dar um passo para a desesperança contando com a esperança vindo atrás. Incertezas. Cansou de palavras de nada e tanta dor. Cansou da corrida e da falta de coragem.

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.."
Guimarães Rosa

5.20.2010

A partida

Fins são duros, sejam eles quais forem, mas não existe fim pior do que aquele de algo que nunca conseguiu existir. Qualquer um pode inventar um início, mas finais são impossíveis. Para terminar algo primeiro tem-se que amarrar todas as pontas soltas, desatar os nós, velar as intenções perdidas, liberar todas as vontades truncadas, coisas as quais nunca conseguimos. Pois, alguém sempre vai reclamar e não concordar. Sempre haverão buracos e já que é o final, ele – o fim – deveria significar pelo menos alguma coisa. Paraíso, inferno, ou mais do mesmo. Paz ou liberdade, nunca ambas. No fim, cada fibra sua quer arrefecer, cada parte viva quer morrer ou achar um meio de recomeçar tudo de novo. Novo. Porém, acabamos por não fazer nada e fica na boca o gosto amargo do todo, tudo sentido, tudo vivido, tudo sofrido. E, o tudo foi para o quê? Nunca é fácil responder. Porém, eu digo que para mim o fim é um teste e que no final – seja ele qual for – acabamos sempre por acertar. Não existe culpado, apenas a certeza que fizemos nossas próprias escolhas. Escolhemos o fim, mas não era afinal está a intenção? Nascer-morrer. Sem sombra de dúvidas finais são difíceis, mas no fundo nada realmente acaba. Recomeça diferente para depois findar.

5.17.2010

Tão alto ...

Algo mudou dentro de mim. Algo existe de novo ou algo que aqui jazia não é mais o mesmo. Eu comprei uma aposta, segui com o jogo e pelas regras dos outros eu perdi. Hoje é demasiado tarde para reescrever os acertos, apagar os erros ou blefar. Tarde demais para voltar a dormir. Afronto. Luto contra toda a racionalidade para tentar confiar nos meus instintos, fechar meus olhos e saltar! Diante do abismo, eu fleumático. Amarelo e impassível. O abismo diante de mim repete e ecoa: “Você pode ser feliz…” Metade de mim, metade cavalo, acredita. É hora de tentar, passar por corredores, abrir portas, pular em abismos e desafiar a gravidade. No fundo, eu já estou desafiando e, agora, nada e ninguém vai me derrubar! Até porque, também sou metade arqueiro, nunca aceitei limites. Sempre soube que algumas coisas eu não posso mudar, mas até que eu tente, eu nunca vou saber quais são. Antes disto tudo e por muito tempo tive medo de perder o melhor de mim, perder todos os amores que eu já perdi ou qualquer coisa que tenha sido ou dito que fosse amor. Medo de perder tudo que veio em tão alto custo. Por conta disto, tudo que eu tenho cheira a outro e neste mais ínfimo momento, tudo não é verdade. A maior mentira é acreditar em como fazer as coisas que você sempre quis fazer sem que eu estivesse por lá pra segurá-lo de volta. Não pense, apenas faça. Dê uma gloriosa mordida do tamanho do mundo inteiro e deixe no céu da sua boca um avião sozinho voando alto. Tão alto...

Para ler ouvindo Details In The Fabric com Jason Mraz feat. James Morrison clique aqui e voe alto com o seu iPod querido leitor amigo.

Sonho Foto by Ivana Debértolis.

5.16.2010

Wave if you're really there


A melhor música do mundo!
Wave Machines com Keep the Lights On


Hold your fingers up to the sun
Trace the bones, feel the blood run
Eyes shot red, don't burn the day
Say your name, tell yourself that everything is okay

The night's too long
So, when we sleep, I keep the lights on
Until the morning comes
When we sleep, I keep the lights on

Clear your ground, hold your throat
Un-speak all the words you ever spoke
Leave and lead yourself astray
Say your name, tell yourself that everything is okay

The night's too long
So, when we sleep, I keep the lights on
Until the morning comes
When we sleep, I keep the lights on

If I get up I'll hold your hand
Anyone else I can, I can
If I go under understand
Anyone else, you can, you can

If I get up I'll hold your hand
Anyone else I can, I can
And if I go under understand
And anyone else, you can, you can

The night's too long
So, when we sleep, I keep the lights on
Until the morning comes
When we sleep, I keep the lights on

The night's too long
So, when we sleep, I keep the lights on
Until the morning comes
When we sleep, I keep the lights on

Para ouvir no seu iPod e carregar um pedacinho de alegria consigo, clique aqui.

5.15.2010

Coisas de palhaço...

Coisas de palhaço, promessas de palhaço, piada de palhaço, roupa de palhaço, cara de palhaço, desculpa de palhaço... há dias que o silêncio é a melhor resposta. No final, você riso. Eu, palhaço. Eu compito comigo mesmo no final e resta apenas calçar as sandálias da humildade os sapatos de palhaço e ir viver entre os comuns.

Para engrossar o coro e cantar com Robyn minha trilha sonora do dia Handle Me é só clicar aqui. Boraê!

"....It’s a simple fact that you can’t seem to handle me
No matter how you act with them you can’t handle me
Its just a simple fact that you can’t seem to handle me
Don’t matter how you act with them you can’t handle me
I don't really feel you got my back
Cuz you’re a selfish narcissistic psycho
Freaking bootlicking Nazi pimp and
You can’t handle me..."

Konichiwa Bitches!

Que venha o futuro...
Para ouvir Konichiwa Bitches no seu iPod é só clicar aqui e bom proveito querido leitor amigo.

5.12.2010

Ilha

Acordou, leu, pensou e resolveu ser ilha. Deu bom dia e do seu pedestal - as vezes gaiola - torceu o nariz para a arte da má interpretação alheia. Jurou ser complicado, mas para os seus olhos - com brilhos de menino triste - o mundo e aqueles que nele habitam eram mais. Farto gritou basta. Olhou para baixo, olhou para as mãos. Sentiu que tinha algo ali, resquícios, migalhas, lembranças. Optou pela maré lavar os dedos e deles levar para longe tudo - o pouco - que ali habitava. Arrancou o coração em nome da dor futura. Matou no ninho o hoje. Desligou tudo e foi embora. Na mesa um bilhete: "smack my bitch up darling". N'alma ... ilha.


No continente, para quem ficou deixou cheiros e vontades de agora, sem intervenção do futuro. Na vitrola, sem parar, uma única música. Única. Ilhas. Na cabeça indignação, pois solidão de cu é rola.

Querido leitor amigo para ouvir Islands da minha banda cocota do momento é só clicar aqui e ouvir e viver e sonhar e amar e esquecer o futuro.

5.11.2010

Você Consegue Recriar


You, you still have all the answers
and you, you still have them too
and we, we live half in the day time
and we, we live half at night

Watch things on VCRs, with me and talk about big love
I think we're superstars, you say you think we are the best thing

But you, you just know, you just do

When i find myself by the sea, in anothers company by the sea
When I go out the pier, gonna die and have no fear
Because you, you just know, you just do

Watch things on VCRs, with me and talk about big love
I think we're superstars, you say you think we are the best thing

But you, you just know, you just do

***

Para ouvir VCR com The XX, clique aqui. Segure na mão de alguém especial e aproveite o som. Todo mundo, inclusive você querido leitor amigo, consegue recriar alegria de pequenos presentes da vida.

Terceiro

Chegou o meu terceiro último iPod e com ele a volta da trilha sonora para o caminho entre a casa e o trabalho e de volta para casa. Cama! Este virou metade do outro, deixado com outra metade...

5.10.2010

Quem ri por último, rivotril...

Risos, conquista, boa conversa, feijão, surpresas debaixo de peças íntimas, brigas por cobertores. Cama. Amigos, risadas, beijos coletivos, gatos e muito axé. Ao longe buzinas, amigos distantes e um vulcão com nome impronunciável expelindo chamas e enxofre. EuEyjafjallajokul. Couve refogada com farofa, sorrisos largos e barrigas cheias. Pudim, o melhor pudim do mundo. Cervejas e mais cervejas, todas seguidas por uma mágica caipirinha de principiante. Eu, infileirador de latas e Marisa dando voltas e mais mais voltas em seu mini bugue rosa. Receita perfeita para o dia do trabalho. Caras novas, caras antigas, músicas antigas e muitas novas descobertas. Meu corpo, meu sentidos, minhas mãos, meus desejos e depois de tudo um nada. O tudo - inverso do nada - dentro de um copo, batido com uma dose de insensatez, duas pedras de agora, um gota de sinceridade. Stirred, not shaken, please! Ao fundo, tocava “Heart Skipped A Beat” e meu mundo mudou. Certezas antes duradouras deram espaço as maravilhosas dúvidas sobre ser, ter e existir. Dor e ansiedade. Apertei o botão de emergência e graças à indústria farmacêutica encontrei o equilíbrio. Agora é contar 10 gotas e esperar o mundo parar de rodar.


Para ouvir The XX com Heart Skipped A Beat clique aqui e aumente o volume do seu iPod querido leitor amigo.

5.09.2010

Antes do amanhecer...

"... I'll love you till the ocean
Is folded and hung up to dry
And the seven stars go squawking
Like geese about the sky.

'The years shall run like rabbits,
For in my arms I hold
The Flower of the Ages,
And the first love of the world.'

But all the clocks in the city
Began to whirr and chime:
'O let not Time deceive you,
You cannot conquer Time. ..."

Trecho do poema de W. H. Auden chamado
"As I Walked Out One Evening".

Queridos leitores amigos, para acompanhar a vida, o poema e todos os sentimentos do dia, eu recomendo Lenka com We Will Not Grow Old. Para ouvir no seu iPod é só clicar aqui e sair vivendo, lendo poemas e sentindo todas as coisas do mundo. Bom proveito!

5.08.2010

Quem divulga amigo é ... No.6

Caro leitor amigo, eu recomendo deixar-se encantar pelo canto da sereia e amiga Juliana Jonson Golçalves. Mulher, meio peixe, mestranda e fazedora de sambinhas entre Espinoza e Deleuze. Mergulhe com ela de cabeça nessas águas acadêmicas.

5.07.2010

Grandes perguntas, nenhuma resposta

Horatio para muitos, em suas primeiras leituras, significa de longe um personagem menor. Ledo engano, pois para o texto de Shakespeare, ele é único. Para Hamlet, Horatio é o retorno da razão perdida. O norte. Para mim, na minha limitada leitura e releitura da obra, o chão. Hoje, nesta encruzilhada neste momento da vida perdi o chão, ou o norte, ou a razão, ou o ser único. Assim, vago pelo mundo como um Hamlet sem Horatio. Pisando em sonhos, gritando minhas loucuras, caçando meus fantasmas, vivendo minhas traições, procurando culpados e seguindo sem entender-me. Sem ser entendido. Por onde andará Stephen Fry Horatio, o arauto da verdade? Onde está aquele que nunca foi escravo da paixão? Grandes perguntas e nenhuma resposta.

"... Oh, it's probably plain to see
That I got a whole lot of pain in me
And it will always remain in me..."

Para ouvir Gnarls Barkley com A Little Better, clique aqui.

5.01.2010

Do outro lado do meu espelho...

"Subindo a escada rolante da estação de metrô de Karlaplan, leio cartazes com os dizeres: Do amor ao ódio, em 8 minutos; da fúria ao ressentimento, em 35 minutos. Não entendi nada!

Quando minha filha era pequena, comprei-lhe um livrinho que se chamava "O livro dos sentimentos". Nele, apresentavam-se a raiva, a alegria, a tristeza, a inveja e tantas outras emoções, todas devidamente acolhidas, sem julgamento. Acho que o livrinho foi uma maravilha, não apenas na educação sentimental da minha pequena, mas também na minha.

Aprendi, então, que um "dicionário de emoções" podia ser um livro muito "gordo". E que "ser gentil, amável, boazinha" não era o único estado de espírito digno de uma boa pessoa. Mas isso deve ser porque, em Itabuna, no meu tempo, não havia “a Ópera!”

De qualquer forma, a história dos cartazes é simples de explicar: uma campanha publicitária da Ópera Real de Estocolmo para estimular a curiosidade dos jovens pela ópera e pelo ballet.

Situada na Praça Gustav Adolf, bem no centro de Estocolmo, a Ópera Real sempre ofereceu a seus visitantes algumas pérolas da música e da dança clássica mundial. Lá estive uma vez, para chorar em Il Barbieri di Siviglia, e outra, para apresentá-la a meus filhos, em um espetáculo de ópera infantil.

Mas em sua atual campanha publicitária, a Ópera Real oferece uma viagem de emoções pelo metrô de Estocolmo!

A coisa é genial! Para andar no metrô, a empresa de transporte coletivo local da capital sueca oferece um "planejador de viagens" online. Você escreve o ponto de origem e o destino. Eles apresentam a melhor alternativa de transporte, incluindo ônibus, metrô, bonde, etc.

Pois não é que a propaganda da Ópera rebatizou cada uma das cem estações do metrô com um sentimento, uma emoção, um estado de espírito?

A gente vai à página da "viagem de emoções" e, da mesma forma, escolhe a origem e o destino. Mas, já agora, com seus novos nomes. Por exemplo, entre o Divino e o Prazer, ou entre a Tristeza e a Agitação. Aí, a página sugere a trilha sonora adequada para o tempo e as emoções da sua viagem, e a coloca à sua disposição. Você pode baixá-la para ouví-la no celular, ou compartilhá-la com seus amigos via e-mail, facebook, twitter... o que você preferir.

Maravilhosa oportunidade de, uma vez e para sempre, aprender o nome de cem emoções em sueco. Nem sabia que havia tantas!

E agora, finalmente, poderei deixar de confundir prazer com luxúria, ou raiva com ódio, ressentimento ou rancor. Descobri, por exemplo, que desejo pode ser pelo menos quatro coisas em sueco: lust, vilja, önska e åtrå, dependendo do tipo de desejo de que estamos falando.

E estou aprendendo palavras e nuances que eu nem sonhava existirem neste idioma tão lindo e tão difícil, ao mesmo tempo! Saboreie, por exemplo, a palavra förtrytelse. Não é bela? Significa algo assim como mágoa ou ressentimento.

Me divirto tirando conclusões malucas e interpretando o planejador de emoções. Por exemplo, entre a Excitação e o Êxtase, leva-se uma hora e seis minutos, segundo a página. Já pensou, que maravilha de viagem? Já passar do Desânimo à Alegria de Viver requer apenas cinco minutos!

Outra brincadeira é tentar identificar as óperas de cada estação. Minha estação favorita é o Desejo, com a Habanera, da Carmen de Bizet: "o amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar". Mas até identificar as outras 99...! A campanha acaba e eu ainda estarei tentando. Não sei quase nada de ópera.

Se você quiser brincar também, leitor, pode olhar a página aqui. Se estiver impossível entender, vá ao Woxikon, utilíssimo dicionário online em oito idiomas diferentes, e traduza os sentimentos que mais lhe apetecerem. E ouça música de alta qualidade, é claro!

Achou complicado e não achou graça nenhuma? Acontece que a graça não está na página, nem na publicidade, mas na "viagem" que a gente faz dentro de si mesma. A cada emoção identificada, a gente descobre novos matizes na vida e faz um desafio ao cérebro e ao coração: se envolver mais, se conhecer mais, aperfeiçoar a vida emocional.

Qual a minha queixa?

É que o "planejador de emoções" não inclui a linha do bondinho do Tvärbanan que passa na frente da minha casa. Tenho, então, de ir em silêncio até a estação do Alívio, para só aí, ao som de uma música maravilhosa, dirigir-me ao Prazer, passando por Insanidade, Desejo, Amor, Empatia, Loucura, Ódio e Calma.

Prazer é a estação do meu local de trabalho. Vem logo depois da Calma. Sugestivo..."

E-mail recebido em 30 de abril de 2010 de Joana, que depois de dividir corredor e experiências em Estocolmo, acaba por dividir os estados de espírito e este texto de Sandra Paulsen, autora do blog Cartas de Estocolmo . Grattis!

4.29.2010

O Duplo

Hoje apareceu alguém novo, tinha a minha cara, falava sobre minhas coisas com propriedade e autoridade como se dele fossem. Vestiu minha roupa, roubou minhas senhas, saiu com minhas chaves. Enviou mensagens pelo meu computador, bateu papo. Invadiu a minha página do facebook. Me envergonhou. Pegou meu dinheiro. Deixou para trás o meu copo sujo, o prato na mesa com migalhas e nenhuma comida na geladeira. No banheiro, chão molhado e pêlos por todos os lados. Minhas navalhas usadas, meu sabonete no chão e toalha molhada. No quarto, bagunça e cama revirada. Então, olhei para dentro de mim. Bem no fundo e na escuridão procurei pelos principais órgãos e outros pedaços da vida, estavam todos lá exceto metade do coração. Ao olhar de perto notei que havia sido arrancado com força. Foi cortado com o descuido de quem pouco se importa. Pensei: “Agora o que fazer?”. Corri para fora em busca de ar e na porta um bilhete: “Ei, fui beber uma cerveja, comer um kibe, ou um pastel de ovo. Não te quero comigo, não sou alguém sozinho. Não sou você. Ass: seu DUPLO.” Acordei…


Queridos leitores amigos para ouvir Don't Fucking Tell Me What To Do cliquem aqui e aproveitem o som de Robyn. Agora lembrem bem, a música estará disponível apenas por 7 dias corridos ou 100 downloads, o que vier primeiro.

simLÊNCIO


O meu SIM é meu SILÊNCIO. Digo o sim quando não existe mais palavra para ser dita, argumento para ser vencido, batalha que valha a pena, luta que não seja vazia, guerra que não tenha solução. Querelas. Digo o sim para desaparecer, deixar de ser. Digo o sim para não gastar mais palavras, minhas tão caras palavras. Por que a vida não consegue ser mais cheia de jantares com risos soltos e no final - como sobremesa - o silêncio constrangedor dos elevadores? Tudo iria ser mais fácil, mais cheio de vida e - acima de tudo - mais cheio de barulho n'alma.

4.26.2010

Duplicidade

Duas cidades, duas vontades, duas fomes, um desejo. Poucos meses, muitos anos. A querela: fragilidade versus força, cada qual com suas certezas. A barreira: indecisão versus certeza, cada uma com suas sólidas vontades. Eu, média. Meio de ajuda, meio de saciar, meio do mundo. Da fragilidade tenho medo, pois tenho as mãos de obreiro e acabo por quebrar sempre o que me é mais caro. Da força tenho preguiça, pois tenho asas nos pés e acabo sempre por correr mundos. No final, resta a fome dos amores em pedaços... Dante tem razão, "depois, mais do que a dor, venceu a fome".

4.23.2010

Menos feio, menos pobre, menos burro...

Cruzou a rua como se fosse mais belo, mais rico, mais inteligente. Andou até o café e fez dele sua casa, sua sala de estar. Apagou os estranhos. Deixaram de existir apenas com a força da sua vontade e brincou de Deus ao redesenhar o mundo. Mudou as cores das coisas, os sabores dos pratos, os cheiros do dia. Sorriu sozinho, pensou no distante, esqueceu problemas, desenhou castelos e entre nuvens fez morada. Desceu ao chão, escreveu poemas, perdeu o telefone, enterrou alguém. Abriu portas, fechou outras e muitas outras estão por vir. Abertas ou fechadas virão. Dormiu no chão e pensou: “Tudo isso tem que ter um fim, um sentido. Tudo tem fim. Tudo tem sentido.”. Falou sobre a língua dos deuses, falou a língua dos anjos revelada por Camões, sonhou. Acordou, tomou chuva e ao longe ouviu: “ __ Cortem as cabeças!”. Assustou-se. Então, abaixou-se, fingiu de morto e esperou. De longe um gato sorria e cabeças rolavam. Passou por morto, secou por dentro. Renasceu. Do sonho despertou e dele brotou uma flor em seu peito. O grão – que era semente, se não mente – geminou, cresceu, proliferou em espiral até o céu azul com coração-nuvem e abriu-se em flor. Flor-coração. Passou um segundo fora de sua cabeça, uma eternidade dentro. Piscou, pegou seu café latte e sentou. Estava em casa, mesmo em meio a estranhos. Por fim, acabou por reler-se em Gabriel García Márquez... e descobriu-se mais feio, mais pobre e mais burro.



4.21.2010

Quem divulga amigo é ... No.5


Você está convidado para ir até o chão conosco neste sábado.

Mais faceiro que mosca em tampa de xarope é o grupo de convidados para comemoração do pré-aniversário de Cássio Wollmann no Bar do Netão.

A festa vai ser mais comprida que cuspe de bêbado e a proposta é deixar todos mais felizes que puta em dia de pagamento de quartel.

Então boraê colocar a sua melhor bombacha, segurar o seu guri ou convidar a sua prenda para o bailão do Cássio.

Esperamos você por lá e contamos com a presença de celebridades e figuras importantes na noitche!

ASS: Comissão de Eventos by Nêga, Sandrinha, iNSana e Halley.

4.18.2010

Meu fantasma

Fantasmas são onipresentes e eles existem. Eu por exemplo, morro aos poucos e desapareço aos pedaços. Viro lentamente um fantasma ou muitos. Entre eles resta o vulto - agora fantasma - da minha melhor lembrança. Falta a tangibilidade da conquista. Falta buscar ser o nada para virar o todo. Dias escuros no norte escurecem vidas no sul. O meu fantasma, onisciente.

3.31.2010

Pensamento do dia No. 18


"Todas as mudanças, mesmo as mais almejadas, têm sua melancolia, pois aquilo que deixamos para trás é uma parte de nós mesmos, devemos morrer para uma vida antes que possamos entrar em outra."
Anatole France

3.29.2010

Quem divulga amigo é ... No.4


DESServiço de Utilidade Pública do Hemlock Diary informa: O Guto pode até fazer mal à saúde, mas eleva a alma. Yo recomiendo! Querido e culto leitor amigo, surgiu o interesse sobre a história visual da Ópera? Porque Aida, não é aquela jornada até o interior para ver vovó. Então clica aqui e boraê conhecer o fenômeno, que neste contexto eu juro que não é o Ronaldinho. Palavra!

3.27.2010

Quem divulga amigo é ... No.3

Amigos são presentes e estão presentes em histórias, lembranças, vivências, lutas e sonhos. Assim é Bruno, menino que veio ao mundo para cantar e encantar. Traz n'alma uma voz de poucos e sonhos de muitos. Ele não vem sozinho desta vez, com uma idéia na cabeça e um microfone na mão, encontra-se com Lulina na luta contra o Dragão da preguiça dominical. Salve Jorge Bruno...

LULINA & BRUNO MORAIS CONTRA O DRAGÃO DA PREGUIÇA DOMENICAL
AUDITÓRIO IBIRAPUERA
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2
São Paulo, Brasil
28 de Março de 2010

3.08.2010

Homem ex-fracionário

Houve um tempo no qual desejei que as pessoas me bastassem. Fossem quem fossem, elas me bastariam com o que podiam ser. Fossem quem fossem, o que delas vinha - pouco ou quase nada - me bastava. Agora vivo em um tempo no qual desejo que as pessoas me batam forte e muito. Cansei da calmaria e do pouco. É para acordar, é para acabar com a inércia e alcançar algo, qualquer coisa. Qualquer dor que não seja essa de não ser. Quero deixar uma vida de migalhas e aprender a merecer o todo. Cansei de esperar, fazer vontades alheias, sonhar para os outros, sofrer do mal de outrem. Tudo isso e muito mais é ser pouco, ter pouco, querer nada. De hoje em diante eu quero tudo e vou ser o todo. Sou senhor do meu destino e nenhum braço forte - que não seja o meu - dita o meu rumo. Sou meu leme e vela. Sou dado as incertezas, inconstâncias e tempestades. Delas sei lidar. Deixei de ser fracionado. Sou inteiro novamente, pois peguei de volta o que lhe dei.

3.07.2010

Rendido

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
Clarice Lispector

2.17.2010

Fogo que arde sem se ver...

Ai que dor queridos leitores amigos e para espantar o sofrimento vou escrever sobre ele. Vocês sabiam, que os gregos antigos, com todo o seu conhecimento, acreditavam que a dor fosse uma emoção. Embora podemos chorar de dor ou gargalhar de felicidade quando ela se vai, a ciência classifica a dor como uma sensação. Ela faz parte de nossos sentidos, assim como outros - olfato ou paladar. A dor necessita de órgãos especiais para a detecção e informação ao SNC, eu sei adoro uma sigla no lugar de dizer sistema nervoso central. Voltando ao assunto, estes receptores para a dor foram chamados de nociceptores que é um termo derivado da palavra "nocivo". Hoje, o que me é nocivo está no meu estômago.

2.10.2010

Palavras mais que roubadas ...



"Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos para podermos viver a vida que nos espera"

Joseph Campbell

2.07.2010

Metade cheio, metade vazio


"Saudade é ser, depois de ter."
Guimarães Rosa

A foto é um trabalho de Ivana Debértolis - fazedora de sonhos - tirada em uma noite feliz e cheia de boas intenções, saudades e brincadeiras. Sou eu brincando de modelo e ela brincando de preencher uma noite que parecia vazia. Pode conhecer mais o evento Ivana e seu trabalho, clique aqui, aqui e aqui também.

Piscadelas

"…a vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim, pisca pela última vez e morre.
- E depois que morre? - perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"


Verdades roubadas daqui, mas originalmente nascidas nos escritos de Monteiro Lobato em Memórias de Emília.

2.06.2010

Baby face

Raspei a minha barba de quatro meses. Cara limpa para o calor que faz, deixei para trás a proteção contra o inverno escandinavo e caí de cara na realidade tupiniquim. Foi triste ver os fios irem embora pelo ralo, doeu tirar um compromisso - mesmo com permissão -, sofri por parecer aceitar uma nova condição. Hoje foi um dia duro, cheio de palavras erradas e sentimentos perdidos. Hoje, sucesso e fracasso parecem a mesma coisa. Sinceramente não sei onde começa um e termina o outro. Gêmeos siamêses.

1.30.2010

Palavras novamente roubadas...


"Hoje o dia está acabando e amanhã começara outro, e amanhã tentarei mudar essa minha mania de achar que tudo tem que fazer sentido. Nem tudo tem uma resposta. Nem tudo se explica. Nem tudo é sobre responsabilidades ou culpas. Simplesmente porque somos humanos e não deuses e estamos muito longe da perfeição." Roubei daqui.

1.21.2010

Desta vez, eu quero é mais ...

"... Descobriu num rompante que a beleza é o que se sente, pois aquele homem a sua frente não era exatamente belo ao olhar alheio, ela entendera então, que a beleza não é palpável nem visível, a beleza é um calor..." Palavras roubadas daqui.

1.17.2010

Amigos, cervejas e risadas

Amigos, conversas e risadas. O encontro com Ivana e Bruno pelas ruas de Perdizes fez bem, fez coisas. Rendeu cervejas e confissões. Rendeu vontades...

1.01.2010

Vivo 2010... viva!

Começo 2010 dividido, porém vivo e multiplicado. Um pedaço está de malas prontas para o Brasil, o outro amarrado na cama, espalhado no chão, escondido no armário, trancado no banheiro. Apenas não quer voltar ir.

aqui tem mais do mesmo

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