Mostrando postagens com marcador 3S. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 3S. Mostrar todas as postagens

2.13.2015

A segurar ....


Arrastava o mundo nas costas, leão e senhor. Carregava as correntes da vida herculeamente. Cada passo uma luta. Cada luta uma nova cicatriz. Travava guerras dentro de si com a mesma força e da mesma forma que a história do seu povo mostra. Ombros largos e focado. Atlas. Do seu lado, uma figura menor e impotente a olhar. Estava lá e por lá estaria para sempre. O leão a caçar, lutar, desbravar, fazer, construir, sofrer e a sombra a contemplar. A certeza de um era a companhia do outro, a certeza do outro ... a esperança.

2.10.2015

Long are the days ...


Long are the days When you're turning away From the reasons you strung Long is the way When you're aching to say But your teeth bite your tongue Loud is the wind In your ears as you spin As you look for the sun Loud are the skies As you thunder your cries When your prayers are sung Hard is the floor As the waves pound the shore Of your wounds Roll up your sleeve It's hard to believe But it's you Love it or leave it You got to believe it My Oh My! It hurts sometimes My Oh My! It hurts sometimes I think I’m running out of time Before I’m gonna lose my mind Slow is the night When you reach for the light But the Dark lingers on Slow is the bite Of the words that you write When it’s finally dawn How can you swim When the waters are streaming In you Roll up your sleeve Now love it or leave it It's you Love it or leave it You got to believe it  My Oh My! It hurts sometimes Oh My Oh My! It hurts sometimes I think I’m running out of time Before I’m gonna lose my mind

1.30.2015

O corte

Tem um pedaço de mim podre e o pior de mim vive ali. Neste lugar escuro, o pior de mim é rei. Governa como tirano. Veneno. Cresce e se espalha matando tudo que de bom em mim há. Beligerante! Do outro lado, tem o melhor de mim. O melhor que mostro, o melhor que todos querem ver. O melhor de mim que quero ser.  O melhor batalha bravamente para manter o controle. Na maior parte do tempo – felizmente – vence. Porém, infelizmente derrotas houveram. Uma aqui, outra acolá. Então, o melhor de mim cedeu o lugar ao pedaço ruim, o desvão das minhas vontades. O maniqueísmo da minha história que deveria ser preto e branco, se disfarça em matizes. Justamente, o perigo. O cinza que sou nunca é certo, em um dia pode ser claro, noutro escuro, e a delimitação entre o bom de mim e o pior do que sou se perde. Preciso de ajuda, preciso de uma faca. Rasgar um do outro. O claro do escuro. Dor, mais dor. Pior do que sentir dor é causar dor. Assim, o trauma do corte não será maior que a dor da incerteza de hoje ser bom, amanhã não. Ser mau! Não quero mais ser os dois, pois não existe mais forças no todo para perdoar pedaços. Não quero mais cometer os erros e refazer, refazer-me para destruir tudo a minha volta. Meu lado pior não gosta da felicidade alheia e muito menos da felicidade dele mesmo. Por isso, constrói tramas e destrói tanto a si mesmo como o resto que é o melhor de mim. O que sobra no fim de cada guerra é o oco. Sem som ou vida. Homúnculo. Hoje, o pior de mim fez as malas, o melhor de mim nem deu adeus. A tristeza é que ele, o pior, não vai longe, apesar de ir tarde. As cercas agora terão que ser mais altas e os arames mais afiados. Preciso de você e sua força para vigiar a fronteira. Soar as sirenes. Aceita? Guarde os portões ou me corte em pedaços para esconder um pedacinho ínfimo que seja do melhor de mim em você.


3.03.2014

O cabrito

Foto de Elliot Erwitt.

Uma metade aqui e outra lá. Nada no meio, só vazio e espera. Esperar a hora passar, o novo dia chegar, a roupa secar, o amor crescer, a saudade morrer, o frio acabar e o calor aumentar. Uma metade lá e outra cá. No meio, vontades e um cabrito. 

2.20.2014

Legionário

Já me acostumei com a tua voz Com teu rosto e teu olhar Me partiram em dois E procuro agora o que é minha metade Quando não estás aqui Sinto falta de mim mesmo E sinto falta do meu corpo junto ao teu Meu coração é tão tosco e tão pobre Não sabe ainda os caminhos do mundo Quando não estás aqui Tenho medo de mim mesmo E sinto falta do teu corpo junto ao meu Vem depressa pra mim Que eu não sei esperar Já fizemos promessas demais E já me acostumei com a tua voz Quando estou contigo estou em paz Quando não estás aqui Meu espírito se perde, voa longe. Legião Urbana 


2.02.2014

Seu



Hoje a dor que não é minha chegou. Sozinhos, eu e a dor. Chegou de surpresa. Veio sem cerimônias, chegou e sentou-se ao meu lado.  Choramos abraçados, eu com ela. Dançamos. Tentei enxugar as lágrimas, todas delas e não minhas. Cada gota salgada, um sentimento não meu, todos seus. Afogado, segurei a dor pelo braço. Vá descansar dor, velarei seus sonhos e quando sumir sem avisar lembre-se que em mim tem um amigo. Cuidarei de ti.

1.22.2014

Dante sem Virgílio


Atravessei o céu e cheguei ao inferno.


"Nel mezzo del cammin di nostra vita / Mi ritrovai per una selva oscura / Che la diritta via era smarrita"

1.14.2014

O sabiá, a gaiola e o leão


Amei. Sempre amei e cumpri o papel dado pelo amor. Porém, nunca fui amado. Claro que tive o amor do sangue e o das afinidades, mas nunca o amor da carne. Fui e fiz. Dei e cuidei. Tive carinhos e mimos. Ganhei presentes e elogios, mas não o amor. Conquistei, respeitei, fui admirado e criei laços, mas o tal do amor não veio. Continuou alheio. Em alguns casos, meu ronco era demais. Em muitos outros, minhas vontades de menos. Meu destino era satisfazer, cuidar, preservar, limpar, nutrir, mimar, massagear, cozinhar, orgulhar, foder, e - acima de tudo - amar. Hoje, a gaiola foi aberta. Um sabiá de outros cantos foi quem abriu. Outra mentira, uma entre outras que vivi. Fugindo de uma gaiola acabei em outra. Assim foi até cansar. Desisti de fugir ou procurar e acabei por ser encontrado. Nada mais de pássaros ou outro animal menor.  Meu corpo morto foi achado pelo rei deles. Um leão soprou vida em meus pulmões e pela primeira vez parei de só amar só e estou aprendendo a amar ser amado. Amor dobrado é trabalho redobrado. Livre, aprendo depois de velho ser colocado no altar do coração de alguém e digo: "Amor, bem-vindo. Pode entrar e fazer morada." Concluo que sempre amei e agora sou amado. Finalmente cada coisa em seu lugar, eu campo e você semente. 

1.13.2014

Love Is Blindness



Eu não quero mais ver. Quero a escuridão, o lado negro da lua. Quero guardar segredos, arranhar carnes, marcar meu território e desbravar o seu. Sangrar. Eu não quero mais ter visão. Quero memória das ações e os sons das palavras. Quero seguir seu cheiro e pelo tato reconhecer-lhe. Degustar seus sabores mais secretos, aqueles das suas coisas guardadas. Quero o calor das suas entranhas. Quero entrar todo e costurar-me dentro. Selar as saídas, separar carnes, arrancar pedaços, colocar cada coisa em seu lugar. Colocar o eu em você.

1.11.2014

The Wounded Warrior


O ódio queimava suas veias, corroía as entranhas. Seu rosto um sorriso, sua alma furacão. Planos feitos, sonhos roubados. Odiava depender das caridades alheias, das morais doutros e de seus tempos. Cortem-lhes as cabeças gritava por dentro enquanto respondia que não havia sido nada. Mentia para sí mesmo e para mundo.

1.08.2014

(S) ábado


Aba | Oca | Aço | Afã | Olá | Alô | Ama | Amo | Anã | Anu | Mil | Mim | Mio | Era | Ora | Ata | Até | Ato | Ave | Avó | Avô | Bar | Bem | Mal | Boa | Boi | Boá | Cal | Céu | Chá | Cio | Clã | Cós | Cor | Cru | Dar | Dez | Dom | Duo | Dor | Ela | Ele | Elo | Sangue | Fel | Foz | Fuá | Fio | Gás | Gel | Gim | Giz | Gol | Içá | Imã | Ipê | Ira | Lar | Ler | Lua | Luz | Mau | Bom | Mãe | Pai | Meu | Mês | Til | Réu | Suor | Nau | Nós | Noz | Não | Ova | Ovo | Pau | Pia | Pés | Pio | Paz | Pão | Rei | Rim | Rio | Rua | Rum | Rol | Sal | Seu | Ser | Sim | Sol | Sul | Ter | Teu | Sêmen Uno | Uma | Uso | Uva | Vão | Tia | Tio | Tom | Ver | Vez | Véu | Voz 


1.05.2014

Leônidas e Cleômbroto

Tão estranho quanto assustador é a verbalização honesta de sentimentos secretos. Tão fascinante como original é a materialização da dualidade que nos compõe. Luz e escuridão, eu aqui e você lá. Um caça, outro caçador. Um frio, outro intensidade. Ambos carne e um desejo.


aqui tem mais do mesmo

Blog Widget by LinkWithin