Céus! Sentia algo escapando pelas mãos. Sentia escapando por outros lugares também. Nuns cantos escapava lentamente no inicio, noutros jorrava tudo aquilo que vivia nele. Seu eu corria para fora feito água. Enxurrada de vida. Tentou segurar o que era seu, prender dentro de si o rio que sonhou ser, era. Tentou até beber-se. Aforgar-se em si. Engolir tudo de volta, mas era tarde. Outros já o haviam bebido. Seu rio quase secou. Nem tudo se foi, apenas o suficiente para lhe causar falta. Bocas sedentas beberam até secar sua nascente. Amava a liberdade das águas, amava a idéia de se achar rio. Amava a certeza de achar-se seu. Afinal, era seu sim todos os seus eus. Seus e de ninguém mais. Este é o problema de amar coisas livres e muitas, são vivas e cheias de vontades e movimentos. Meandros. Muitos seus, outros não tanto. Muitos eus são seus porque assim o são, outros – aqueles secretos – nem tanto. Uns rios, outros leito seco esperando a chuva que nunca volta. Chão
"What lies behind us and what lies ahead of us are tiny matters compared to what lives within us." Henry David Thoreau
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2.17.2015
2.13.2015
A segurar ....
Arrastava o mundo nas costas, leão e senhor. Carregava as correntes da vida herculeamente. Cada passo uma luta. Cada luta uma nova cicatriz. Travava guerras dentro de si com a mesma força e da mesma forma que a história do seu povo mostra. Ombros largos e focado. Atlas. Do seu lado, uma figura menor e impotente a olhar. Estava lá e por lá estaria para sempre. O leão a caçar, lutar, desbravar, fazer, construir, sofrer e a sombra a contemplar. A certeza de um era a companhia do outro, a certeza do outro ... a esperança.
2.10.2015
Long are the days ...
Long are the days When you're turning away From the reasons you strung Long is the way When you're aching to say But your teeth bite your tongue Loud is the wind In your ears as you spin As you look for the sun Loud are the skies As you thunder your cries When your prayers are sung Hard is the floor As the waves pound the shore Of your wounds Roll up your sleeve It's hard to believe But it's you Love it or leave it You got to believe it My Oh My! It hurts sometimes My Oh My! It hurts sometimes I think I’m running out of time Before I’m gonna lose my mind Slow is the night When you reach for the light But the Dark lingers on Slow is the bite Of the words that you write When it’s finally dawn How can you swim When the waters are streaming In you Roll up your sleeve Now love it or leave it It's you Love it or leave it You got to believe it My Oh My! It hurts sometimes Oh My Oh My! It hurts sometimes I think I’m running out of time Before I’m gonna lose my mind
os assuntos:
3S,
confissões,
dança das estrelas,
deep thoughts from a shallow mind,
meu mundo meu umbigo,
música,
o meu o nosso o seu tubo,
qual é a música,
tautologia da vida
4.09.2014
Love me like I'm not made of stone since I'm your son ...
"Even though it hurts, even though it scars
Love me when it storms, love me when I fall
Every time it breaks, every time its torn
Love me like I'm not made of stone
Love me like I'm not made of stone."
3.18.2014
2.06.2014
2.02.2014
I will be king
"I can see it. This one moment when you know you’re not a sad story. You are alive. And you stand up and see the lights on the buildings and everything that makes you wonder. And you’re listening to that song, and that drive with the people who you love most in this world. And in this moment, I swear, we are infinite.” By Stephen Chbosky, The Perks of Being a Wallflower.
1.22.2014
Dante sem Virgílio
Atravessei o céu e cheguei ao inferno.
"Nel mezzo del cammin di nostra vita / Mi ritrovai per una selva oscura / Che la diritta via era smarrita"
1.13.2014
Love Is Blindness
Eu não quero mais ver. Quero a escuridão, o lado negro da lua. Quero guardar segredos, arranhar carnes, marcar meu território e desbravar o seu. Sangrar. Eu não quero mais ter visão. Quero memória das ações e os sons das palavras. Quero seguir seu cheiro e pelo tato reconhecer-lhe. Degustar seus sabores mais secretos, aqueles das suas coisas guardadas. Quero o calor das suas entranhas. Quero entrar todo e costurar-me dentro. Selar as saídas, separar carnes, arrancar pedaços, colocar cada coisa em seu lugar. Colocar o eu em você.
1.10.2014
1.08.2014
(S) ábado
Aba | Oca | Aço | Afã | Olá | Alô | Ama
| Amo | Anã | Anu | Mil | Mim | Mio | Era | Ora | Ata | Até | Ato | Ave | Avó | Avô | Bar | Bem |
Mal | Boa | Boi | Boá | Cal | Céu | Chá | Cio | Clã | Cós | Cor | Cru | Dar | Dez
| Dom | Duo | Dor | Ela | Ele | Elo | Sangue | Fel | Foz | Fuá | Fio | Gás | Gel
| Gim | Giz | Gol | Içá | Imã | Ipê | Ira | Lar | Ler | Lua | Luz | Mau | Bom |
Mãe | Pai | Meu | Mês | Til | Réu | Suor | Nau | Nós | Noz | Não
| Ova | Ovo | Pau | Pia | Pés | Pio | Paz | Pão | Rei | Rim | Rio | Rua | Rum |
Rol | Sal | Seu | Ser | Sim | Sol | Sul | Ter | Teu | Sêmen | Uno | Uma | Uso | Uva | Vão | Tia | Tio | Tom
| Ver | Vez | Véu | Voz …
1.06.2014
1.05.2014
Leônidas e Cleômbroto
Tão estranho quanto assustador é a verbalização honesta de sentimentos secretos. Tão fascinante como original é a materialização da dualidade que nos compõe. Luz e escuridão, eu aqui e você lá. Um caça, outro caçador. Um frio, outro intensidade. Ambos carne e um desejo.
10.14.2013
Ike Origami
Começou nos pés. Um dos dedos, o menor, dobrou-se. Numa profusão de ondas, a dobradura se espalhou pelo corpo. Dobrando e redobrando como um origami de gente. Aquilo que era foi-se, moldava-se, dobrava-se, redobrava-se e se entortava. Tudo o que era deixou de ser. Restou, apenas a tortura das linhas e a lembrança de ter sido um dia reto.
Imagem tirada da exposição Cosmic Surgery de Alma Haser
6.02.2013
Of clouds and clocks
Hoje, ouvi que não sei receber elogios. Ouvi que fujo de galanteios. Palavras que são verdades. Não me acho inteligente ou bonito. Nunca me achei isto ou aquilo. Enquadro-me entre os comuns, aqueles que passam ao lado e não deixam lembranças. Não marco território ou luto por espaços. Existo. Na contramão, ocupo espaço, falo alto e desenho na pele meus segredos. Não consigo dormir nas noites quentes de Estocolmo ...
4.13.2013
And until death finds me, it's my life
I want to get shot and die a noble death.
I want to get shot saving someone's life.
I want to get shot because getting shot hurts.
I want to get shot so that I can rest.
My body can't affort my lifestyle anymore.
I want to get shot because it's quick - and painful.
I've had a good life. Few regrets.
I just want a new scar to remind me of how lucky I am.
I know I'm going go die. But death has to find me.
And until death finds me, it's my life.
What am I gonna do today? I don't know.
As long as I don't get shot.
(Spoken Word, 2009)
12.12.2012
A raposa e as uvas
Não existe sentimento menor que o meu. Só o seu. Não existem pensamentos mais tacanhos que os imaginados agora. Fel. Toda força da natureza desviada, enxurrada de maldizeres, dilúvio de execrações. Num altar o alvo e com dardos envenenados o consagro. Arranco os ex-votos das paredes. Retiro todas as bênçãos, coloco opróbrios, maldições. Para que nada nos una, que nada nos separe. Hoje, sou a antítese de Neruda.
12.01.2012
The love song
Hoje completei 41 anos, minha barba cresceu, meu cabelo caiu, muitos sonhos morreram, outros tantos nasceram e sigo. A minha cara mudou, meu coração também. Onde havia uma imensidão de esperanças deu espaço ao abstrato. Morro um pouco todo dia. Nasce algo também. Nunca sou o mesmo, sou outro, para o melhor ou para o pior.
"... I grow old … I grow old …
I shall wear the bottoms of my trousers rolled.
Shall I part my hair behind? Do I dare to eat a peach?
I shall wear white flannel trousers, and walk upon the beach.
I have heard the mermaids singing, each to each.
I do not think that they will sing to me...
...Till human voices wake us, and we drown."
T.S. Eliot, The Love Song of J.Alfred Prufrock
9.23.2012
8.20.2012
If I ever give you up...
Cai um pouco aqui, cai outro pouco acolá. Deixo um pouco ali, outro pouco lá e assim sigo. Morro aos poucos e diuturnamente.
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