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2.18.2015

The Man Comes Around

Em o Senhor das Moscas um grupo de meninos abate um porco na floresta. Eles o torturam e colocam sua cabeça em uma estaca afiada como oferenda ao "monstro" que vaga pela ilha como um deus. Sangue negro escorre pelos dentes do porco e os garotos fogem assustados. Mais tarde, um deles fica só e chora. Não pelo porco, ele chora pelo fim da inocência e pela escuridão no coração dos homens.

2.10.2015

Long are the days ...


Long are the days When you're turning away From the reasons you strung Long is the way When you're aching to say But your teeth bite your tongue Loud is the wind In your ears as you spin As you look for the sun Loud are the skies As you thunder your cries When your prayers are sung Hard is the floor As the waves pound the shore Of your wounds Roll up your sleeve It's hard to believe But it's you Love it or leave it You got to believe it My Oh My! It hurts sometimes My Oh My! It hurts sometimes I think I’m running out of time Before I’m gonna lose my mind Slow is the night When you reach for the light But the Dark lingers on Slow is the bite Of the words that you write When it’s finally dawn How can you swim When the waters are streaming In you Roll up your sleeve Now love it or leave it It's you Love it or leave it You got to believe it  My Oh My! It hurts sometimes Oh My Oh My! It hurts sometimes I think I’m running out of time Before I’m gonna lose my mind

2.20.2014

Legionário

Já me acostumei com a tua voz Com teu rosto e teu olhar Me partiram em dois E procuro agora o que é minha metade Quando não estás aqui Sinto falta de mim mesmo E sinto falta do meu corpo junto ao teu Meu coração é tão tosco e tão pobre Não sabe ainda os caminhos do mundo Quando não estás aqui Tenho medo de mim mesmo E sinto falta do teu corpo junto ao meu Vem depressa pra mim Que eu não sei esperar Já fizemos promessas demais E já me acostumei com a tua voz Quando estou contigo estou em paz Quando não estás aqui Meu espírito se perde, voa longe. Legião Urbana 


4.28.2013

Lock the door tight

Boom boom boom baby....se até Jesus é DJ, por que não? Minha família já fazia arte, agora faz barulho...saudades do meu irmão-primo.

4.01.2013

2.11.2013

A primeira tentativa de muitas

Na mão a faca. A ponta tocou o peito e fez o primeiro corte. Com toda força do mundo continuou cortando, aprofundando lâmina e sangrando. Rompeu o externo. Arrebentou a caixa torácica e procurou entre sangue e costelas o coração. Ainda batia forte quando do peito arrancou. Nele procurou por algo, vasculhou as cavidades, cada válvula e artéria. Procurou nos músculos rompidos e nas veias abertas e nada encontra. Estava escondido. Bem no fundo do órgão encontrava-se enraizado o passado que se fazia presente. Com lágrimas nos olhos e ardor no nariz, foi rompendo as amarras, cortando os ligamentos. Um por um os soltava até que, puff, soltou a massa amorfa por inteiro. Olhou ao redor e viu a fogueira que anteriormente havia preparado com sonhos e desejos. Caminhou com a pouco força que lhe restava nas pernas e antes que a dúvida tomasse conta das suas vontades atirou ao fogo o pedaço que um dia lhe foi o mais importante. Feliz descobriu que viveu uma mentira. O fogo o libertou para o presente e nele um leão.

 

12.01.2012

The love song

Hoje completei 41 anos, minha barba cresceu, meu cabelo caiu, muitos sonhos morreram, outros tantos nasceram e sigo. A minha cara mudou, meu coração também. Onde havia uma imensidão de esperanças deu espaço ao abstrato. Morro um pouco todo dia. Nasce algo também. Nunca sou o mesmo, sou outro, para o melhor ou para o pior.


 

"... I grow old … I grow old …
I shall wear the bottoms of my trousers rolled.

Shall I part my hair behind? Do I dare to eat a peach?
I shall wear white flannel trousers, and walk upon the beach.
I have heard the mermaids singing, each to each.

I do not think that they will sing to me...


...Till human voices wake us, and we drown."

T.S. Eliot, The Love Song of J.Alfred Prufrock

10.15.2012

UNchained


Acorrentado. Preso em seus erros ele seguia. Arrastava correntes, carregava montanhas, movia mundos. Por vezes, Prometeu. Muitas outras, Atlas. Quilos e mais quilos, toneladas sobre os seus ombros. Vivia preso as promessas sussurradas. Todo dia puxava o fardo duro da existência. Nos seus pés os grilhões, nos seus ouvidos o barulho das amarras rangendo ao movimentar-se. Por fora correntes, cadeados, nós cegos, fechaduras, grilhões e todo o peso do mundo. Por dentro, asas ...

7.12.2012

Quero o amor que mata



O silêncio inicial de Petite Mort é perturbador. O mesmo frio na barriga que antecede o sexo. Testosterona enche o ar, seis homens e seus pontiagudos floretes cortam furiosamente o vazio e enchem-no de som. Mozart surge com seu Piano Concerto. Tensão, tesão. Seis bailarinas começam a corte. Magia, pas de deux, violência, sexualidade, perigo, ternura, todas as cores e nuances dos sentimentos ecoam no tablado. Roxo. Morre aos poucos quem vive. Porém, morrem rápido e voltam à vida aos poucos aqueles que gozam.

   

Petite Mort é uma peça coreografada pelo grande mestre Jiří Kylián em 1991 para a celebração em Salzburg do centenário da morte de Mozart.

5.08.2012

And we'll run for our lives

Abriu os olhos. A claridade o cegava e o corpo coberto de orvalho pesava sobre o gramado verde. Levantou-se e começou a correr. Corria com a mesma intensidade com que correu no dia anterior. Corria com a mesma vontade com que correu todos os dias até hoje. Corria até desmaiar. Apagar, acordar e correr até novamente desvanecer. Não tinha escolha, tinha que correr. Corria por sua vida.

 

3.09.2012

For the kill...


Um feito, outro por vir. Terminei, briguei, matei e defendi meu doutorado na Unicamp. Uma tese em haiku. "Diferenças & Inter-relações: avaliação da sustentabilidade na gestão das cadeias de oferta de bioenergia". Finito!

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