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6.01.2011

Oi, pode me ajudar? Mudar para Inovar


Queridos
leitores
amigos, em especial um entre vocês que conhece a língua morta, preciso de ajuda. Estou escrevendo um artigo, no qual eu vejo a promoção da bioenergia no contexto da união européia como um elemento de inovação para a industrial madereira no continente. Agora, qual o motivo que me leva a pedir por socorro? Então, eu como sempre tenho títulos nada convencionais para os meus textos acadêmicos. Por exemplo, na última conferência mundial sobre energia renovável, apresentei um texto sobre a percepção do setor florestal europeu à crescente promoção da bioenergia na região. O título, Is Bioenergy the Big Bad Wolf in the forestry sector? Seguindo esta linha o meu novo título é baseado na expressão supostamente cunhada por Julio César – Veni, Vidi, Vici. No lugar de vim, vi, venci; eu procuro escrever, vim, vi, inovei. Eu sei que não estou criando nada novo. A Apple usou a mesma expressão – vim, vi, codifiquei – no passado e fez até camisetas com Veni, Vidi, Codi para serem distribuídas em uma conferência de produtos eletrônicos. O meu título atual é: Veni, Vidi, Mutavi – Bioenergy promotion as a key element for innovation within the forestry industry. O resumo provisório diz: Bioenergy promotion has arrived to stay in the European Policy Agenda and its perception as a threat or opportunity will play a major role in the development of renewables in the continent. In a likely scenario of competition between bioenergy generation and production of other goods extracted from wood, rivalry between the forest-based biomass uses may lead to an increase in raw material and energy prices and competitiveness reduction of European companies, especially paper & pulp industries. Therefore, wood-based industries in the region will need to expand its infrastructure, markets and overall capacity in order to meet the terms of this new order. This means that innovation is going to be a key component in developing workable and viable production and operating systems using both established and new technologies. Dito tudo isto, o que eu quero é mudar Vim, Vi, Mudei para Vim, Vi, Inovei. Alguém?

12.19.2010

What kind of Economist are you?


"Arti" minha e idéia roubada daqui. E ai caro leitor amigo, qual é o seu tipo?

Na pesquisa de doutorado pela Unicamp eu digo que no mercado de hoje, o uso estratégico da cadeia de oferta está restrito à eficiência e/ou eficácia dos custos e na excelência em atendimento a clientes em busca do lucro e da vantagem competitiva. Logo, a pesquisa busca melhorar o uso estratégico destas cadeias, em particular, a utilização do conceito de Ecologia Industrial, na busca pela sustentabilidade socioambiental do processo de produção e consumo. O objetivo geral é investigar a integração entre o conceito Ecologia Industrial e a gestão estratégica das cadeias de oferta, uma vez que a sustentabilidade do desenvolvimento consiste em encontrar meios de produção, distribuição e consumo dos recursos existentes de forma mais coesiva, economicamente efetiva, ecologicamente viável, socialmente justa e territorialmente planejada. Deste primeiro doutorado, surgiu a idéia de colocar a teoria explorada na Unicamp em um caso prático. De lá vim parar aqui na Suécia e no Instituto Real de Tecnologia vou por para rodar o que criei no Brasil. Assim, minha pesquisa por aqui neste segundo doutorado virou Sustainable supply chains for bioenergy systems: In today’s market, the strategic use of energy flow management is restricted to cost effectiveness and excellence in customer service in pursuit of profit and competitive advantage. This research project seeks to improve the strategic use of these supply chains, in particular the use of the concept of sustainable supply chain management in order to reinforce the sustainability aspects of forest-based systems and to guarantee their multiple services in promoting sustainable development. Aqui sigo KeynesianDO o dia.

5.08.2010

Quem divulga amigo é ... No.6

Caro leitor amigo, eu recomendo deixar-se encantar pelo canto da sereia e amiga Juliana Jonson Golçalves. Mulher, meio peixe, mestranda e fazedora de sambinhas entre Espinoza e Deleuze. Mergulhe com ela de cabeça nessas águas acadêmicas.

11.21.2009

Tempo bom


O clima mudou completamente. Hoje, em Estocolmo, o dia está lindo. Ensolarado, sem nuvens no céu e a temperatura aumentou. O termometro marca dez graus e o laranja do entardecer começa a despontar no horizonte. Lindo fim de dia as 14:27h. Por aqui, dentro da minha cabeça, o branco acadêmico ainda reina absoluto. Vou beber um trago de vodka para relaxar. Skål !

11.16.2009

Não deu branco


Novembro esta aí, logo vai-se e a neve ainda não caiu. Promessas em forma de drizzles, mas nada da branca chegar. Outra surpresa, neste inverno incomum para a Suécia, é o fato da temperatura ter aumentado nesta semana que começou. Saímos das temperaturas negativas (-2 graus) para 10 graus celsius em uma época do ano em que a média da região não ultrapassava 4 graus. Para compensar a falta de branco nas ruas, minha vida acadêmica encheu-se dele. Não consigo escrever uma linha, ou ter algum insight com as leituras que tenho feito. Terminar meu artigo então, impossível. O pior é que o tempo urge e minha única certeza é o todo cinza do lado de fora da minha janela acompanhado pelo todo branco dentro da minha cabeça. Emptiness...

10.31.2009

O vendedor de bíblias...

Como a propaganda é a alma do negócio, ela também funciona na academia. Então, nada mais justo que uma auto-propaganda a moda antiga ou autopropaganda na forma nova da escrita portuguesa. Não importa qual na verdade, pois em ambos os casos é uma grande vaidade e assumo a mea culpa neste confessionário eletrônico. Então, a bomba é: escrevi um sambinha com a co-autoria da minha dominatrix orientadora discutindo as interfaces dos serviços públicos de saneamento, mas precisamente com o "tão na moda" mercado de carbono. O texto faz parte da coletânea sobre a Lei Nacional de Saneamento Básico encomendada pelo Ministério das Cidades e pode ser encontrada na versão digital aqui. Os três volumes da coletânea discorrem sobre as perspectivas tanto para as políticas como para a gestão dos serviços públicos de saneamento. Agora se tiver paciência ou a curiosidade for tamanha que precisa saber mais dos meus escritos técnicos, poderá ler alguns outros sambinhas por aqui querido leitor amigo.

5.06.2009

Academic Glossary 101

It has long been known that...
I haven't bothered to look up the original reference.

Three of the samples were chosen for detailed study...
The results on the others didn't make sense and were ignored.

It is clear that much additional work will be required before a complete understanding...
I don't understand it.

Unfortunately, a quantitative theory to account for these effects has not been formulated...
Neither does anybody else.

Thanks are due to X for assistance wiht the experiments and to Y for valuable discussions...
X did the work and Y explained what it meant.


Tack så mycket Frederico Fredrik!

3.24.2009

Dando a cara à tapa

Queridos leitores amigos, quero aproveitar e convidá-los para assistir a minha humilhação pública o meu exame de qualificação para a obtenção do título de doutor em engenharia civil, na área de saneamento e ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Unicamp. O título do trabalho é "Diferenças & Inter-relações: o papel da ecologia industrial para o estabelecimento das cadeias sustentáveis de oferta". Eu sei, eu sei. Nome grande é coisa de quem tem pau conteúdo pequeno. Pura autoafirmação. O sacrifício humano exame é aberto ao público e ocorrerá no dia 25 de março às 14 horas, na sala de defesa localizada no segundo andar do prédio da FEC/Unicamp em Barão Geraldo, Campinas/SP. Para saber como chegar, favor acessar o sítio eletrônico da faculdade aqui. Para orar e ascender uma vela virtual para minha proteção é só clicar aqui. Após o banho de sangue e humilhação generalizada, estão todos convidados - caso eu sobreviva - a tomar uma "cervejinha" no Bar do Jair para comemorar a vitória ou afogar as mágoas. Espero todos vocês! Para ler o texto de qualificação e morrer de tédio clique aqui. Zzzzzzzzzzzzzz...


3.13.2009

A capa

Para ver o meu Currículo Lattes clique aqui.

Confidências privadas

Equipado com meu confessionário eletrônico portátil iBook G4 fora de linha corri atrás do tempo durante toda essa semana. Deixei tudo de lado, amigos, família, natação, amores, dores de amor e de coluna. Tudo e todos perderam importância nestes dias por conta do sacrifício acadêmico. Me cerquei de livros, mergulhei em conceitos, dei aula para graduação, terminei o texto da qualificação e, ontem a noite, participei da mesa redonda sobre cadeias sustentáveis de suprimentos na Unicamp até as 10 horas da noite. O debate foi excelente, discussões sobre economia produtiva, manufatura reversa, regulamentação, incentivos fiscais, responsabilidade estendida do produtor, sustentabilidade e feitichismo da mercadoria.  Um pouco mais tarde, ao desfazer o nó windsor da gravata escolhida por um palpiteiro de bom gosto , descobri que o segredo de todo sistema social durável - ou seja, que se autoreproduz com sucesso - é transformar seus pré-requisitos funcionais  em motivos comportamentais dos agentes envolvidos. Em suma, é fazer os agentes "desejarem" realizar o que é necessário para garantir a autoreprodução do sistema. Eu sei, pare de revirar os olhos querido leitor amigo, reinventei a roda, mas cá entre nós. Vai dizer que não concorda que na sociedade de hoje que vive pelo consumo a luta pela sustentabilidade não precisa de acadêmicos e que estou estou gastando meu tempo, ela precisa é de um grande relações públicas, uma boa campanha de marketing e um ótimo personal stylist. mentindo? 

2.02.2009

Förlåt, jag talar inte Svenska

Segunda-feira. Hoje é dia de enfrentar a jornada até o consulado sueco em São Paulo para dar entrada no visto. A passagem aérea já chegou, viajo dia 30 de março para Estocolmo e ainda não consegui achar um apartamento decente, ai ai. Ainda tenho esperanças de receber boas notícias esta semana, cruzem os dedos caros leitores amigos. Toda torcida é válida, que fevereiro comece com boas novas, pois preciso colocar um sorriso no rosto. Para fechar o post animado e dar risada vou abrir um parêntese. Bom dia em sueco é "god morgon" a pronuncia sai como "go moron!" para um bom entendedor de ingreis it sounds like go away stupid!  

12.04.2008

Physics makes us all its bitches

George Steiner disse uma vez que a linguagem é o principal instrumento humano de negação do mundo como ele é. Nunca levei isto muito a sério até hoje quando me deparei com mais um gargalo em minha pesquisa. O mundo está mudando muito rápido para mim e as coisas saindo do meu controle e vocabulário. Decorreram quase duzentos anos até a visão do universo de Newton dar lugar à visão mais completa de Einstein. Agora, grandes coisas acontecem em uma escala temporal muito menor e isto me assusta. Baseado neste indicador de excelência – período de tempo em que o progresso desenvolvimento é retardado pela ausência de idéias de um cientista – podemos dizer que Descartes foi o maior revolucionário e o grande culpado por todo meu desespero. Sua separação entre mente e corpo, necessária à sua época, e enquadramento de todas as coisas à interpretação mecanicista encorajaram o pensamento reducionista do mundo de hoje. Ele - o tal Descartes - definiu que a desconstrução é a dissecação analítica de um objeto em suas partes ou componentes fundamentais deve ser seguida pela regeneração mediante a remontagem das partes para se obter a verdade. Isto sem dúvida levou a grandes conquistas pela ciência nos dois últimos séculos, mas só agora está assumindo seu lugar apropriado como apenas uma parte, e não a totalidade, da ciência. Começamos a retomar a idéia de que a visão distanciada de cima para baixo – que vê o objeto de fora e analisa o seu funcionamento – é tão importante quanto desmontar algo e reconstruí-lo de baixo para cima. No meio disto tudo não sai da minha cabeça a parábola bíblica sobre o vaso que questiona - de dentro pra fora e de fora pra dentro - as intenções do oleiro. Eu, homem vindo do barro, estou cheio de dúvidas. Minha única certeza é que o mundo está cada vez mais cheio com artefatos, coisas, máquinas e casas, roupas e mobílias, carros, códigos de comportamento e muito diferente da idilíca visão do paraíso habitado por Adão e Eva. Com este distanciamento cada vez maior do natural, fazer o que vem naturalmente, falar o que vem naturalmente, talvez não sejam mais adequados neste mundo cada vez mais desnatural artificial. O que restou, Einstein tinha razão sobre a velocidade da gravidade e o texto para minha qualificação precisa ser repensado. 

10.25.2008

Venha para a luz Caroline

Minha procrastinação chegou ao máximo este mês. Tirando a consultoria em João Pessoa eu praticamente não produzi nada de valor acadêmico ou financeiro. Vivo de leituras e enlatados estadunidenses. Vivo fugindo do trabalho com battlestar galactica, burn notice, chuck, dexter, eli stone, gossip girl, grey's anatomy, heroes, dr.house, life, lost, numb3rs, private practice, pushing daises, samantha who?, saving grace, stargate atlantis, supernatural, big bang theory, the sarah connor chronicles, true blood, weeds...enquanto isso, em um canto esquecido do meu universo,  a carruagem segue ao passo que meu doutorado ladra.  Para ler ouvindo  Deep Deep Down do Love & Rockets clique aqui e descubra minhas verdades.  "Stuck in illusion. Where nothing is coming fast forever..."

10.24.2008

Same Old Shit S.O.S

Same head, same jeans, same letters, same page, same same, sam-O ... "same ol shit". Para ouvir S.O.S. clique aqui.

Nas entrelinhas segue: Ai Kurt Gödel! Por que você tinha que ter razão? Why? Porquoi? Warum? Por que minha vida nenhum sistema acima de um certo nível mínimo de complexidade pode provar sua consistência sem o recurso de regras que estão fora de suas fronteiras e controle? Por que a verdade dos fatos não são uma conexão entre palavras e coisas, mas sim entre palavras e mais palavras? How come that became my rock-bottom axiom? Ai ai ... dia longo.

9.29.2008

Lebow estava errado...

A grande águia careca esteve em um progressivo processo de ampliação do seu padrão de produção e consumo até os dias de hoje. Como resultado o desenvolvimento da sociedade estadunidense passou a ser orientado por uma economia totalmente produtiva. Ah tá, mas qual é o problema? Toda grande economia produtiva demanda uma sociedade que faça do consumo o seu padrão de qualidade de vida. Assim, obriga que os membros desta sociedade convertam a compra e o uso de mercadorias em rituais diários de satisfação, impõe que eles busquem esta satisfação no consumo. Desta forma para ter sentido de existência, a sociedade do consumo cria necessidades de coisas para comprar, consumir, gastar, substituir e descartar sempre em uma escala cada vez mais crescente . Para Victor Lebow esse era o modelo a ser seguido, a felicidade estava logo ali nas melhores lojas do ramo. Como todo produto de sucesso vem acompanhado de uma boa propaganda, ele criou inveja e o mundo livre comprou a idéia. O marco desta progressiva ampliação do padrão de produção e consumo mundial foi quando nós definimos o estilo estadunidense de vida como padrão de qualidade de vida desenvolvida e o lema “Compre muito, Use pouco e Descarte sempre” passou a ser parâmetro, inclusive, de políticas públicas nos mais diversos estados livres do mundo. Como resultado,  o mundo “desenvolvido” ou para o desenvolvimento do mundo é necessário consumir mais bens e serviços em busca da realização pessoal por meio de um infinito número de produtos chineses “baratos” e retro-alimentando um monstro que existe para suprir as necessidades artificiais crescentes de seus famintos por novidades consumidores em um círculo vicioso. Segundo o especialista que deu entrevista para a BBC o fim do ciclo de Lebow será uma grande pedra no sapato do próximo líder da potência do norte. Ele terá não só de supervisionar a execução do plano de resgate econômico, como também guiar a contratação e recapitalização do setor financeiro, auxiliar os endividados do setor imobiliário e "moldar" novas políticas para uma sociedade que terá menos acesso ao crédito fácil e consumo além do limite. Será que é o fim do "sonho americano"? Pelo menos para o norte acabou. Chegou a hora do sul acordar do seu pesadelo e aprender com o primo falido rico uma lição. 

“Our enormously productive economy… demands that we make consumption our way of life, that we convert the buying and use of goods into rituals, that we seek our spiritual satisfaction, our ego satisfaction, in consumption… We need things consumed, burned up, worn out, replaced, and discarded at an ever increasing rate” V.L.

9.28.2008

inSustentabilidade!

Esperando ser resgatado da minha saudade daquilo que nunca vou conseguir ter, voltei a trabalhar na minha tese. Neste domingo solitário corri em círculos em busca pela solução do meu capítulo sobre sustentabilidade. Sem nada encontrar, decidi trilhar caminhos menos ortodoxos. Larguei a companhia de Pearce, Daly, Hardin, Meadows, e seus pares para vagar ao lado de Orwell, Huxley e Le Guin. Não sei se foi desespero, solidão ou mero cansaço. Só sei que busquei rever minhas antigas impressões sobre suas obras. Tentei buscar no que mudou meu olhar do mundo - quando era adolescente - um sentido para a atual discussão sobre sustentabilidade e o futuro da sociedade. Cada um destes autores com seus livros me tocaram de maneira diferente no passado e em suas ficções, hoje consigo ver que cada um achou um caminho diferente para o "equilíbrio" das sociedades que descreveram. Cada qual a seu modo e devaneio desenhou um mundo sustentável, mas qual foi o preço cobrado em cada um deles? Com Orwell em 1984 tentei vislumbrar a sustentabilidade mantida por um Estado totalitário e violento, descobri o EcoFascismo. Com o Admirável Mundo Novo de Huxley o caminho vislumbrado é um verdadeiro terror científico ou uma EcoDitadura fundamentada pela eugenia. Le Guin, trouxe com Os Despossuídos, talvez a versão mais próxima da sustentabilidade discutida atualmente, mas a perfeição desta sociedade baseada em não gerar excedentes tem um grande problema, o que resta para ser distribuído igualmente entre os seus membros é a pobreza. Em suma, o denominador comum entre estes três livros, além da minha paixão por ficção, é que em todos eles o sucesso de suas sociedades foi conseguido através da anulação da individualidade humana, quer seja pela paranóia, violência, propaganda, ou carência. Assim, o problema é o fato de que o todo sustentabilidade é maior que as partes indivíduos, mas no caso da natureza humana sociedade em que vivemos o todo definitivamente não é mais importante que as partes ...

9.19.2008

Take a baul bow

"Eu não pedi para nascer ser ministro..." assim começou a carta de prestação de contas dos primeiros 1oo dias da gestão Minc no MMA. O texto foi endereçado a "amigos, companheiros e ambientalistas" e termina com calorosas "saudações eco-libertárias". O documento traz comentários sobre licenciamento ambiental, os planos do governo para a liberação do cultivo de cana na região do Pantanal, teor de enxofre no diesel, e o plantio de espécies exóticas nas áreas desmatadas da Amazônia.  Muito é dito em nome da Nossa Senhora da Sustentabilidade, mas pouco do discurso garante de fato uma mudança de peso num país de dura realidade onde uma em cada 10 pessoas não sabe ler nem escrever ou 1 em cada 4 domicílios ainda não tem rede de esgoto. Chamou atenção nesse desabafo (desabafo sim, pois com esse começo, meio e fim a carta perdeu a seriedade oficial e virou conversa entre amigos, companheiros e tree huggers ambientalistas) a menção do Senhor Ministro sobre o "meu peixe" que é o desenvolvimento de tecnologias limpas no Brasil. O parágrafo logo no começo do texto citou minimamente a criação do Fundo Clima destinado a fomentar tecnologias ecoeficientes. Este fundo será financiado com recursos oriundos da indústria do petróleo. Viva eu, viva tu, viva o pré-sal do campo Tupy! Na minha juventude estaria dando pulos de alegria com essa declaração, mas estou ficando velho e com esperanças cada vez menores. Sinceramente, espero que essa mudança realmente aconteça. Porém, com a experiência dos anos aprendi que ela, apesar de necessária, não é um processo simples nem tampouco rápido. Meu medo é tudo acabar em pizza campanhas de responsabilidade socioambiental que cada vez mais são de fachada e despertam a minha desconfiança e incredulidade.

aqui tem mais do mesmo

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