Pegou a agulha e sofreu para colocar a linha - sinal da idade, brincadeira do tempo ou mero cansaço. Com maestria de alfaiate começou a costurar. Fechar aberturas, juntar partes, chulear e dar pontos. Começou pelo mais exposto. Começou costurando a vagina com o ímpeto de amor pleno. Alinhavou e selou. Depois a boca, os olhos e todo e qualquer orifício que pudesse ser saída. Ele quis nela prender a maior das irracionalidades, o amor.

Palavras
roubadasinspiradas por Richard Kern e Reinchenbach e dedicadas ao amor que mata de Ivana Debértolis.









