5.19.2009

Incertezas


Não importa o quanto somos duros e fortes em mantermos nossos corações fechados. Amores sempre virão e quando chegam, deixam marcas, profundas cicatrizes. Estes amores nos seguem até nossas casas, deitam em nossas camas, vão conosco até nossos trabalhos, atravessam oceanos e mudam nossas vidas. As cicatrizes no final acabam nos desenhando e nos definindo, mas talvez essa seja a razão para a dor, o medo e as besteiras que fazemos. Talvez viver isso tudo é o que nos faz seguir em frente, é o que nos impulsiona. Talvez seja necessário perder a cabeça e cair duro no chão para levantar novamente. Talvez seja necessário viver um inferno para acreditar no céu. Eu acredito no céu, por conta disto sou obrigado a acreditar no inferno. Nunca vi nenhum deles, mas acredito que existam. Precisam existir porque sem as suas existências estamos fadados ao nada. Disto tudo, a única coisa que preciso saber agora para continuar andando é que há momentos aqui nesta realidade, tais como uma conversa com alguém distante ou um longo silêncio seguido de um sorriso, que nos levam a outros lugares. Momentos de paraíso na Terra. Talvez, por enquanto é o que eu preciso saber e basta. 

6 comentários:

André Mans disse...

existe e uma delícia notar morar

Anônimo disse...

“Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la.” – Murilo Mendes

Anônimo disse...

Lembrei-me deste poema...

http://www.youtube.com/watch?v=XV_iXZFPBCk

Lelle disse...

Dotô anônimo, saudades. Honrado estou por um post meu lhe lembrar José Regio. Espero que os seus planos com o doutorado sigam fortes e profícuos.

Anônimo disse...

Os planos seguem... mas há o "sistema" que, por vezes, é mais forte que eles. Seus textos sempre me remetem à poesia (ou prosa poética, que pra mim "es lo mismo"). A propósito, ainda me deve um texto...

flavio disse...

Lê, cadê a foto da sua mais recente marca epidérmica? Dexovê.

aqui tem mais do mesmo

Blog Widget by LinkWithin