6.08.2009

Datas... deixe elas morrerem

Primeiro de dezembro, dois de junho, quatorzes, trezes, cincos, vintes e tantas outras datas. Sempre fui encantado por números e seus significados. Sempre gostei das memórias enroladas neles. Sempre contei tudo. Contei os dias seus ao meu lado, as segundas que tivemos, os poucos beijos que demos, as muitas horas que lhe dediquei. Nunca contei com a intenção de cobrar algo em troca, muito pelo contrário, sempre contei para guardar em números as minhas memórias. Hoje, muitos dos números lembrados não tem mais sentido e não consigo deixar-los morrerem. Quero parar de contar, não quero lembrar quem ganhou e fez mais pontos na minha estranha contagem de prazeres. Quero parar de contar, quero parar de lembrar os números antigos, tenho que aprender a aceitar que apesar de muito, sou pouco para alguns nesta estranha matemática da vida. Hei de ser muito ainda, mas em uma destas datas perdidas não fui. Então, que venham novas datas, quero sabiás cantando com Anna Järvinen a música Låt Det Dö [para ouvir é só clicar aqui e baixar] e depois de morrer, renascer em meio ao mais belos dos disastres que é amar. Amanhã é um novo dia e vou começar a celebrar.

3 comentários:

Anônimo disse...

virar a página?
um novo amanhã?
minha compreensão está certa?
Sabiá quer voar, cantar, libertar-se?
CMCamp

Ju disse...

posso falar?
...
descobri hoje que o plano de imanência é folhado !!! Pasme ! Eu fiquei pasmada, tb hehehe ...e então as instensidades vão transpassando de um a outro e nisso as semelhanças são inevitáveis, inclusive as datas, os números, etc... Sabe que eu fiz com a data de aniversário do meu ex-amor? Poizé, virou o dia que eu parei de fumar beck !!!Caraí ...já faz 5 meses :D Acho que eu não vou voltar mais, a encontrar esse caminho ;)

juju, achando que comentário é hora no divã hushsushususus...
desculpem, mas eu precisava publicar essa história!!!!

ivana debértolis disse...

que texto lindo....

aqui tem mais do mesmo

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